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56% danos a postes provocados por acidentes

12/08/2015

O complicado trânsito na Capital e no Interior do Estado tem gerado consequências que vão além dos problemas de mobilidade urbana. Em decorrência de incidentes de tráfego, de janeiro a julho deste ano, a Companhia Energética do Ceará (Coelce) registrou 379 ocorrências de postes elétricos danificados, número que já apresenta aumento de 56% em relação a igual período do ano passado, em que foram contabilizados 58 casos.

Os estragos, segundo a empresa, são resultado de abalroamentos provocados, em geral, por motoristas alcoolizados ou que perdem o controle do veículo, e de rompimentos de fiações ocorridos devido ao tráfego de caminhões de carga com dimensões acima das permitidas.

Conforme Gláubio de Castro Leite, chefe do setor de Manutenção de Alta Tensão da Coelce, quando conseguem ser identificados, os responsáveis pelos danos são obrigados a custear a reposição dos equipamentos. No entanto, quando não é possível fazer o reconhecimento dos culpados, é a própria empresa que precisa arcar com as despesas. Para substituir um poste elétrico, dependendo do tipo de aparelho, a Coelce chega a gastar entre R$ 1.800 e R$ 8.500.

"O grande número de veículos na rua e o caos que tem se formado no trânsito acaba levando a essas colisões e a outros acidentes", explica Leite. "Infelizmente, existem casos em que não conseguimos identificar os culpados porque os motoristas se evadem. Mas procuramos fazer a substituição do poste o mais rápido possível, com atendimento imediato", acrescenta.

Nos casos de abalroamentos e fiações arrancadas, além dos transtornos causados ao trânsito do local afetado e da queda de energia que normalmente atinge as regiões dos incidentes, o representante da Coelce destaca os riscos decorrentes dos fios expostos e do comprometimento da estrutura dos postes.

Cuidados

"Quando o poste não cai totalmente, existe uma probabilidade de ele vir a cair no futuro ou de o chão do local em que despencaram as fiações permanecer energizado, causando acidentes em pessoas próximas", diz Gláubio de Castro Leite.

Segundo o responsável pela manutenção de alta tensão, em muitos casos, ocorrências de menor gravidade acabam não sendo denunciadas à Coelce, o que pode prejudicar o trabalho da empresa. "Às vezes, quando o abalroamento só quebra a base do equipamentos, sem tirar o sistema elétrico, as pessoas não entram em contato e nós não ficamos sabendo. Nesses casos, geralmente não há risco. Mas é importante fazer o registro", diz.

De acordo com a companhia, na tentativa de minimizar os impactos causados pelas colisões, foram instaladas defensas em postes elétricos no Estado, o que reduz o risco de tombamento dos equipamentos e garante mais segurança aos motoristas.

 

(Fonte: Jornal Diário do Nordeste) 

 

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