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Campanha contra a pólio começa sábado

12/08/2015

A campanha de vacinação contra a poliomielite deste ano começa no próximo sábado, dia 15, prosseguindo até o dia 31 deste mês em todo o País. O imunizante é indicada para crianças entre seis meses e cinco anos de idade incompletos. A meta é proteger até 12 milhões de crianças dessa faixa etária, o que corresponde a 95% do público-alvo. Além da prevenção contra a paralisia nas crianças, o Ministério da Saúde também lançou uma campanha para aumentar a vacinação infantil contra outras doenças.

A ideia é aproveitar a ida das famílias aos postos de saúde para colocar os imunizantes das crianças em dia, caso haja doses em atraso, por exemplo, ou que estiverem prestes a vencer. Para isso, pais ou responsáveis devem levar as carteirinhas de vacinação aos postos de saúde. Crianças que nunca foram vacinadas contra a pólio antes devem receber a vacina injetável, que costuma ser aplicada aos dois e quatro meses de vida.

 

Aos seis meses, é aplicada uma dose do imunizante oral, a gotinha, e outra aos 15 meses. Em seguida, há reforço. A vacina protege contra três sorotipos do vírus da pólio e é única forma de prevenção da doença. A imunização é recomendada inclusive para crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. Meninas e meninos com febre acima de 38°C ou com hipersensibilidade a alguns dos componentes da fórmula devem consultar previamente o médico para avaliar se a vacina é recomendada, conforme o caso.

 

Sem casos desde 1990

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que pode afetar o sistema nervoso e provocar paralisia. Hoje, a alta cobertura de vacinação é apontada como principal estratégia de controle da poliomielite no Brasil. O País não apresenta novos casos da doença desde 1990. Nove países, no entanto, ainda registram ocorrências. Em três deles, Nigéria, Paquistão e Afeganistão, a poliomielite é endêmica.

“Enquanto a pólio não for eliminada do planeta, há sempre o risco de entrar (novamente no Brasil) por um viajante”, afirmou Isabela Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). “Se há alta cobertura de vacinação, a população fica protegida”, completa. “Precisamos lembrar a população do que estamos nos protegendo. Quando a doença perde a importância, e a vacinação diminui, o risco volta”, alertou. (da agência Folhapress)

 

(Fonte: Jornal O Povo)

 

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